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Analgesia do trabalho de parto

Casuística
Período compreendido entre o mês de janeiro de 2011 e o mês de abril de 2012, inclusive. Nascimentos em 2011: 2.746
- 27,6% cesarianas
- 90% dos partos vaginais com analgesia do neuroeixo

Cronograma da Atividade
Atividade avaliada: Analgesias do trabalho de parto (apenas número total) e as anestesias para cesarianas ou outros procedimentos. Não estão contabilizadas as "repicagens" de analgesias, nem as avaliações às puérperas internadas, no puerpério ou as consultas; estas últimas são realizadas apenas em período diurno.
- 58% da atividade foi realizada no período diurno (8:00h – 20:00h)
- 42% da atividade foi realizada no período noturno (20:00h – 8:00h)

Tipo de Atividade na Sala de Partos
- 66% da atividade: analgesias de trabalho de parto
- 25% da atividade: cesarianas
- 9% outras (anestesias para curetagens, dequitaduras manuais, etc.)

Início da Analgesia do Trabalho de Parto com Técnica Regional
O controlo da dor é iniciado no momento em que a grávida o solicita.
Nas situações em que a grávida ainda não se encontra em trabalho de parto (induções, vigilância), a analgesia é iniciada por via endovenosa com petidina.
A partir do início do trabalho de parto: técnicas loco-regionais do neuroeixo.

Nesta casuística:
- 41% técnicas iniciadas em fase latente
- 47% técnicas iniciadas em fase ativa com dilatação <6 cm
- 12% técnicas iniciadas em fase ativa com dilatação ≥6 cm

Tipo de Técnica Regional
- 77% bloqueios sequenciais
- 22% bloqueios epidurais
- 1% bloqueios subaracnoideus

Cesarianas
Cesarianas realizadas: 51% eletivas; 49% decididas intraparto. Em relação a todas as cesarianas efetuadas, foram executadas:
- 92% técnica regional
- 8% anestesia geral (situações emergentes)

Objetivos Futuros
- Apesar dos 90% de analgesias realizadas, o nosso empenho e motivação é tentar melhorá-lo.
- Nos últimos anos observa-se um aumento constante na percentagem de bloqueio sequencial. Esta evidência relaciona-se, sobretudo, com o facto da analgesia do trabalho de parto ter início, numa grande percentagem das grávidas, em fase bastante precoce (analgesia de fase latente). Como se espera que o número de grávidas com patologia importante aumente nos próximos anos, com consequente aumento dos partos induzidos, é natural que a percentagem de bloqueios sequenciais também aumente.
- Provavelmente, também aumentará o número de partos com recurso a novas técnicas de analgesia do trabalho de parto (por contraindicação ou recusa de analgesia do neuroeixo), nomeadamente a analgesia endovenosa com remifentanil ou por inalação com protóxido de azoto.
- Gostaríamos de potenciar a utilização das máquinas de PCEA (Patient Control Epidural Analgesia), otimizando os protocolos existentes (PCEA com perfusão contínua vs. bólus intermitentes mandatórios).
- Principal objetivo futuro: informatização dos dados clínicos referentes à atividade analgésica/anestésica da sala de partos, de modo a facilitar a realização de estudos que permitam melhorar a prática médica e proporcionar maior satisfação às grávidas.